Parem as máquinas! As técnicas de retoque sem limites aplicadas em fotografias de políticos e celebridades podem estar com os dias contados, pelo menos no Reino Unido e na França. Isso porque um projeto de lei, da deputada Valérie Boyer, que pertence ao mesmo partido que Sarkozy, pretende debater até que ponto as maquiagens digitais aplicadas pelo Photoshop vendem de fato um produto real.
Segundo o jornal espanhol El País, a iniciativa da deputada francesa não pretende tornar ilegal os retoques nas imagens, mas defende que o consumidor seja avisado de que a foto sofreu manipulação digital. Se aprovada, a lei exigirá que todo material contendo foto manipulada no Photoshop tenha o seguinte dizer: "Fotografia retocada para modificar a aparência física de uma pessoa", sob pena de multa de 37.500 euros.
O projeto de lei vai mais longe e pretende regulamentar não só as fotos publicitárias, mas também fotografias da imprensa, as imagens artísticas e, inclusive, os cartazes dos políticos que cobrem os muros durante as campanhas eleitorais.
Se a moda pega por aqui, imagino o que será de uma eterna candidata à prefeitura da minha cidade e que já foi chamada de feia pelo ex-deputado Clodovil. Nas últimas eleições municipais, a candidata estava tão "photoshopada" que parecia ser feita de cera. Se mesmo com todo aquele lifitin digital ela ainda assim não conseguiu ficar bonita, creio que o falecido Clô tenha tido lá suas razões para julgá-la.
Imagine então o que ia ter de celebridade sendo recusada pela Playboy e revistas de beleza?
Retoques e ajustes digitais são necessários e bem vindos. O problema é quando uma simples correção como a retirada de uma espinha ou cicatriz transforma a pessoa em um ser-humano de plástico. E pra você, vale tudo pela ditadura da beleza ou ela não pode passar por cima dos princípios éticos da verdade?
Imagine então o que ia ter de celebridade sendo recusada pela Playboy e revistas de beleza?
Eu sempre fui assim, ju-ro!
É fato que recursos para realçar a beleza de produtos e pessoas sempre foram utilizados, mesmo antes dos milagres da computação, e a luz é o maior deles, sem mencionar a sempre básica maquiagem, utilizada desde a época dos faraós egípcios.Retoques e ajustes digitais são necessários e bem vindos. O problema é quando uma simples correção como a retirada de uma espinha ou cicatriz transforma a pessoa em um ser-humano de plástico. E pra você, vale tudo pela ditadura da beleza ou ela não pode passar por cima dos princípios éticos da verdade?

