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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

A censura imposta pela família Sarney ao jornal Estadão-SP por divulgar  informações sobre investigações envolvendo o filho do presidente do Senado ainda rende indignação nos meios de comunicação, e nem poderia ser diferente. Calar a mídia em benefício próprio é calar toda a nação. Em protesto contra a censura, o jornal Propmark, especilizado em publicidade e marketing, pediu que sete das maiores agências de publicidade do país criassem anúncios sobre a liberdade de expressão.

O resultado foram sete peças completamente diferentes, criativas e que dão o recado, ora de forma muito sutil, ora de forma bem direta. O anúncio que mais me chamou a atenção foi o criado pela AlmapBBDO.
 
Aúncio criado pela agência AlmapBBDO
 
O anúncio traz como título “Librdade de exprssão. Cuidado, às vezes, começam a tirar e você nem percebe”. O que torna a peça tão genial é que você, provavelmente, não percebeu que algumas vogais foram retiradas do texto de forma sutil, exatamente da mesma forma como a censura começa a ser imposta à sociedade.

Para ver os anúncios criados pela agências África, F/Nazca S&S, NBS, Talent, Y&R e W/ é só acessar o site do jornal. E não esqueça de votar com sabedoria nas próximas eleições.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

POLÍTICA NOSSA DE CADA DIA

Época de eleição é uma maravilha! Quem é candidato abraça velho, beija criança, faz sinal de "unidos venceremos" com pobre e por aí vai.

No início dessa semana vivi pessoalmente a arte da politicagem. Explico: trabalho há uns bons anos num bairro chamado Siderópolis, formado, basicamente, por aposentados e crianças, um bairro tranqüilo da zona sul volta-redondense. Pois bem, estava eu indo ao mercadinho da esquina quando um cidadão, aparentando uns 30 e poucos anos, passa e me cumprimenta com entusiasmo. Mesmo sem saber quem era, retribuí o cumprimento. Fui ao mercadinho e qual não foi minha surpresa ao voltar e ver um carro com um adesivo no vidro de trás (febre entre os candidatos da cidade) com a fuça do indivíduo e um "para vereador: meia mole, meia dura". Sinal amarelo!

Ao voltar para a agência, mencionei o ocorrido e fui informado que era um vizinho, morador da rua de trás da agência desde sempre. Sinal vermelho! Por que será que tenho a desconfiança de que se não estivéssemos em época de eleição e o suposto simpático não fosse candidato à vereador, eu jamais teria sido abordado de forma tão amigável e despretenciosa?

Vai vendo aí...