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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

HORA DO HORROR

O parque de diversões Hopi Hari realiza até o dia 18 de outubro de 2009 o evento Hora do Horror, quando estranhas criaturas circenses fogem do circo dos horrores para assustar os visitantes do local. Palhaços bizarros, bichos marinhos deformados, bruxas e feiticeiras se espalham pelo parque assustando os que se deixam levar pela brincadeira, mas a verdade é que o  horror começa bem antes dos monstros serem soltos, às 18 horas.


 Foi você que me chamou de palhaço?

No último dia nove estive no parque e confeso que se tivesse sido minha primeira vez não teria voltado nunca mais, tamanha a desordem, a começar pela extrema falta de segurança notada ao entrar no parque. Fui barrado pelo detector de metais e o "segurança" se dignou a aceitar que o motivo do aparelho ter apitado foi minha máquina digital. Ou eu tenho muita cara de bonzinho ou aqueles seguranças estavam realmente com muita preguiça de olhar minha mochila. Qualquer um poderia ter entrado facilmente ali com uma arma de fogo.

Eu talvez tivesse esquecido essa falha da segurança se não fosse obrigado a fazer o papel deles o dia inteiro, me indignando, reclamando e brigando com as pessoas sem educação que furavam fila na cara dura enquanto os profissionais pagos para cuidar das filas olhavam o tempo passar. Não houve uma fila de brinquedo em que eu e meus amigos não tivessemos que brigar e muito para não sermos passados para trás. No final do dia o cansaço mental foi muito maior do que o cansaço físico.

 
Você não fura fila? Então o palhaço é você!

Mais assustador que a falta de organização do parque e os esforçados monstros da Hora do Horror foi a quantidade de adolescentes esquisitos e andrógenos espalhados pelo parque. Os meninos pareciam meninas e as meninas pareciam nem sei o quê. Difícil achar um termo que defina a bizarrice que é essa juventude vestida de From Hell Uk. Isso sem mencionar o cheiro de maconha espalhado pelo parque e até as ameaças que presenciamos serem feitas nas filas para os brinquedos. Mais uma vez se não tivessemos feito o papel dos seguranças, algo bem ruim poderia ter acontecido.

Apesar de todo estresse nem tudo foi lágrima, já que a diversão da  Montezum ao contrário e o Ekatomb proporcionaram momentos de alegria. Porém, é preciso que o Hopi Hari reveja urgentemente seus conceitos administrativos se quiser continuar arrastando multidões até o parque.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

MEDO DE MOTOQUEIROS

Ultimamente tenho tido muito nervoso quando estou dirigindo e percebo a presença de um motoqueiro na traseira do meu carro. Se tiver mais de um então não relaxo enquanto não os vejo se afastando. Passo mais tempo olhando pelo retrovisor do que para frente.

Não que eu more numa cidade violenta ou que já tenha sofrido algum trauma no trânsito, mas é que eu me sinto muito vulnerável preso dentro de um carro enquanto um motoqueiro pode chegar tranquilamente perto da minha janela e me apontar uma arma ou até mesmo colocar a mão dentro do carro e pegar alguma coisa.

Pouco antes de escrever esse post fui a um bairro de periferia buscar minha mãe e tive a companhia de um motoqueiro boa parte da subida. Que nervoso! Pode ser preconceito, mas o local e o fato de já estar escuro só pioraram a situação.

Se isso é o início de uma síndrome do pânico eu não sei, acredito que não, deve ser só mais uma neura de quem vive no violento século XXI e vê nos telejornais todos os dias relatos de violência cada vez mais brutais e por motivos tão banais. Agora há pouco mesmo vi uma notícia no jornal de dois motoqueiros que dispararam cinco vezes contra o carro de um radialista na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro.

O jeito é continuar andando com os vidros sempre fechados e diminuir a velocidade sempre que um motoqueiro grudar na minha traseira, afinal, é sempre melhor prevenir do que virar mais um na triste estatística da violência.