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terça-feira, 17 de novembro de 2009

GIRAFFAS FAIL

Este final de semana tive mais uma grande prova de que a propaganda realmente não é a alma do negócio. Ganhei um voucher da Mastercard que me daria compras em dobro no restaurante Giraffas, ou seja, compraria uma refeição e ganharia outra. Diante disso, decidi convidar minha namorada para comermos no local e, de quebra, darmos uma chance ao fast-food das simpáticas girafinhas que tanto gostamos de ver na televisão.


Peguei e não gostei.

Apesar de adorar os comerciais do Giraffas, nunca tive grandes expectativas em relação à marca. Passava quase todos os finais de semana em frente ao restaurante e, francamente, mal notava sua existência. Foi necessária uma parceria entre o Giraffas e a Mastercard para que eu, enfim, desse uma chance a eles, o que prova a eficiencia da parceria entre as duas empresas.

Fato é que nem todo o meu carinho pela mascote da marca e minha baixa expectativa em relação ao cardápio foram suficientes para que o Giraffas me conquistasse como cliente, aliás, posso dizer tranquilamente que jamais comeria lá novamente. Primeiro porque a comida é insonsa, segundo porque é demorado, terceiro porque a higiene do restaurante de Volta Redonda é muito questionável e quarto porque o preço é alto e não compensa o serviço prestado, chegando a ser maior do que o do Spoletto, por exemplo.

Apesar de ter tido uma péssima experiência de consumo no restaurante, sigo adorando os comerciais e achando as girafinhas engraçadas e inteligentes, porém, dificilmente voltarei ao estabelecimento novamente. É praticamente uma relação de amor e ódio com a marca.

Creio que este seja um bom exemplo do quanto depositar todas as fichas apenas na propaganda possa arruinar uma empresa, mas também que ela não seja ingênua o suficiente ao ponto de viver sem.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

BRILHA MUITO NA IESB

A polêmica publicitária do momento atende pelo nome de IESB - Instituto de Educação Superior de Brasilia. Tudo porque o centro educacional veiculou no Programa Pânico na TV do dia 11 de outubro um comercial utilizando o humorista Alfinete e o nada convencional Zina como garotos-propaganda.

O comercial insinua que se você não tem a mesma sorte do Zina, que era considerado um perdedor e de repente ganhou fama na televisão e talvez um pouco de dinheiro, deve estudar na IESB para vencer na vida.

 
Quem nomeou o video também deve ter estudado na IESB. 

Se a intenção da IESB era gerar um viral na internet, parabéns, conseguiu. Mas até que ponto vale a pena fazer marketing a qualquer custo? Relacionar o nome de um centro educacional com o de uma pessoa sem o menor talento ou capacidade intelectual não me parece uma boa ideia, mesmo que essa personalidade tenha a simpatia do público. Valorizar a burrice nunca é bom, principalmente quando vem de uma instituição que deveria zelar pela educação e pela formação intelectual do indivíduo.

Usar a filosofia do falem mal, mas falem de mim definitivamente não é uma boa estrategia comercial. É melhor ouvir um comentário positivo sobre sua marca do que 11 negativos.

Quanto ao pobre do Zina, que caiu de paraquedas nessa história toda, nada contra, talvez ele não tenha culpa do que se tornou, é apenas um triste reflexo da fraca e mal cuidada educação que o governo brasileiro dispensou aos seus cidadãos durante todos esses anos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

HORA DO HORROR

O parque de diversões Hopi Hari realiza até o dia 18 de outubro de 2009 o evento Hora do Horror, quando estranhas criaturas circenses fogem do circo dos horrores para assustar os visitantes do local. Palhaços bizarros, bichos marinhos deformados, bruxas e feiticeiras se espalham pelo parque assustando os que se deixam levar pela brincadeira, mas a verdade é que o  horror começa bem antes dos monstros serem soltos, às 18 horas.


 Foi você que me chamou de palhaço?

No último dia nove estive no parque e confeso que se tivesse sido minha primeira vez não teria voltado nunca mais, tamanha a desordem, a começar pela extrema falta de segurança notada ao entrar no parque. Fui barrado pelo detector de metais e o "segurança" se dignou a aceitar que o motivo do aparelho ter apitado foi minha máquina digital. Ou eu tenho muita cara de bonzinho ou aqueles seguranças estavam realmente com muita preguiça de olhar minha mochila. Qualquer um poderia ter entrado facilmente ali com uma arma de fogo.

Eu talvez tivesse esquecido essa falha da segurança se não fosse obrigado a fazer o papel deles o dia inteiro, me indignando, reclamando e brigando com as pessoas sem educação que furavam fila na cara dura enquanto os profissionais pagos para cuidar das filas olhavam o tempo passar. Não houve uma fila de brinquedo em que eu e meus amigos não tivessemos que brigar e muito para não sermos passados para trás. No final do dia o cansaço mental foi muito maior do que o cansaço físico.

 
Você não fura fila? Então o palhaço é você!

Mais assustador que a falta de organização do parque e os esforçados monstros da Hora do Horror foi a quantidade de adolescentes esquisitos e andrógenos espalhados pelo parque. Os meninos pareciam meninas e as meninas pareciam nem sei o quê. Difícil achar um termo que defina a bizarrice que é essa juventude vestida de From Hell Uk. Isso sem mencionar o cheiro de maconha espalhado pelo parque e até as ameaças que presenciamos serem feitas nas filas para os brinquedos. Mais uma vez se não tivessemos feito o papel dos seguranças, algo bem ruim poderia ter acontecido.

Apesar de todo estresse nem tudo foi lágrima, já que a diversão da  Montezum ao contrário e o Ekatomb proporcionaram momentos de alegria. Porém, é preciso que o Hopi Hari reveja urgentemente seus conceitos administrativos se quiser continuar arrastando multidões até o parque.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

SORRISO COLGATE

Eu procuro olhar o mundo sempre com bons olhos, enaltecendo o que deve ser tomado como bom exemplo e deixando de lado o que não vale a pena ser admirado, mas tem sido difícil não reparar nas propagandas que a Colgate tem feito de uns tempos pra cá, tamanha a falta de criatividade e paspalhice de seus comerciais. Custo a acreditar que a agência Y&R, do renomado Roberto Justos, tenha criado essas campanhas.


Não, obrigado, prefiro um Listerine.

Curioso é que a Colgate vem anunciando muito em TV fechada e bem menos na televisão aberta, o que demonstra claramente a segmentação de alguns de seus produtos para as classes A e B. Não entendo porque a marca tem sido tão relaxada com a criatividade dos anúncios, já que o grupo AB é, tecnicamente, muito mais rigoroso na hora do consumo. Seria a falta de concorrentes de peso?

Fato é que até a produção tem deixado a desejar, principalmente por conta das dublagens mal feitas. Parece que estamos assistindo um comercial de novela mexicana. O da dentista que fala sobre a placa bacteriana então... meus Deus!


Vai um pouquinho de mesmice para os dentes?

Além de tudo isso ainda tem a atitude questionável de dizer que Colgate é a marca número um em preferência dos dentistas e apontar uma pesquisa realizada sabe Deus quando e por quem que comprove a afirmação.

Esses últimos comerciais de Colgate têm me feito sentir saudade da família feliz que andava de montanha russa e que queria dentes brancos e refrescância por motivos diversos.


Lembram do André? Ele está apaixonado e quer hálito fresco!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ENTEDIAR E COÇAR É SÓ COMEÇAR

Gosto muito de ir ao teatro e é por essa razão que sempre que tenho a oportunidade vou com boa vontade, seja para rir ou parar chorar. O problema é quando você tem vontade de chorar quando deveria ter vontade de rir. Pior, você começa a bocejar em plena comédia. É essa a sensação que a peça Trair e Coçar é só Começar, encenada no início da semana em Volta Redonda, provoca. Por que aquelas pessoas insistem em representar uma história antiga, de humor batido e completamente ultrapassada?

Não duvido que a peça tenha sido um enorme sucesso quando surgiu, de fato deve ter sido bem inovadora em 1986, mas em 2008, nem peça de teatro de colégio consegue ser pior do que aquilo, que me desculpe Marcos Caruso, o autor da peça. Por diversas vezes tive vergonha dos atores em cena, que não são ruins, mas imensamente prejudicados pela história pobre e infantilóide. O programa Sai de Baixo já esgotou a fórmula há muitos anos, vamos virar a página e partir para outra.

O estrago só não foi maior porque, graças à Deus, sou estudante e pago meia. Teria ficado deprimido se tivesse desembolsado R$ 40,00 para ver aquela besteira. A verdade é que depois de Terça Insana o humor nunca mais será o mesmo.


A empregada não foi a única torturada.