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quinta-feira, 30 de julho de 2009

SEM ROTINA

Eu sei que o ano está acabando quando recebo na minha mesa o briefing para elaboração da campanha de divulgação dos espetáculos de fim de ano do Ballet Gacemss, que acontecem sempre no mês de novembro ou dezembro.

Desde que a agência passou a atender a companhia de balé, e isso já faz muitos anos, tive o prazer de conhecer a história de grandes compositores como Cesare Pugni, Ludwig Minkus, Tchaikovsky e tantos outros. Esse ano estou tendo a chance de pesquisar e saber mais sobre a vida do célebre Heitor Villa-Lobos, compositor brasileiro que viveu no início do século XX e que compôs mais de mil obras.

O melhor de se trabalhar com publicidade é justamente poder explorar assuntos completamente diferentes, que não caiam na rotina e que tragam resultados positivos para o cliente.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

OS MONÓLOGOS DA VAGINA

Ontem fui ao teatro assistir a este espetáculo tão famoso e comentado. Achei uma boa peça. Nada que me fizesse gargalhar como "Terça Insana", mas ao menos não me deixou entediado e com sono como "Trair e Coçar é Só Começar".


O que me ajudou, e muito, a gostar do espetáculo foi o fato da atriz Elisângela (a Djanani de Senhora do Destino) estar no elenco. Não é a toa que a considero uma das melhores atrizes do país, mesmo que seus papéis na tv não estejam a altura do seu talento. Ela se destaca na peça, mas as outras duas atrizes não deixam a desejar.

Não costumo achar graça em piadas envolvendo palavrão e escatologia, acho muito apelativo, mas quando se vai a uma peça entitulada "Os Monólogos da Vagina" é preciso estar preparado para esse tipo de coisa, porém, as piadas não são apelativas e está tudo sempre dentro do contexto, mesmo que algumas sejam um pouco mais ousadas.

Apesar de ser uma peça cômica, a história vai melhor quando faz chorar numa pequena parte do que quando faz rir em todo o restante. O monólogo sobre o estupro é de longe a melhor parte da história. Estranho foi ouvir algumas pessoas soltando risadas nessa parte, não devem ter entendido o contexto.

Por tratar do universo feminino, talvez ela tenha mais graça para as mulheres do que para os homens, pois diversas situações vividas pelas atrizes em cena são corriqueiras apenas para quem tem uma vagina, fora o fato de que se ouvia mais risadas femininas do que masculinas. Apesar disso, vale a pena conferir, ainda mais se uma iniciativa da prefeitura traz o espetáculo com entrada gratuita.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ENTEDIAR E COÇAR É SÓ COMEÇAR

Gosto muito de ir ao teatro e é por essa razão que sempre que tenho a oportunidade vou com boa vontade, seja para rir ou parar chorar. O problema é quando você tem vontade de chorar quando deveria ter vontade de rir. Pior, você começa a bocejar em plena comédia. É essa a sensação que a peça Trair e Coçar é só Começar, encenada no início da semana em Volta Redonda, provoca. Por que aquelas pessoas insistem em representar uma história antiga, de humor batido e completamente ultrapassada?

Não duvido que a peça tenha sido um enorme sucesso quando surgiu, de fato deve ter sido bem inovadora em 1986, mas em 2008, nem peça de teatro de colégio consegue ser pior do que aquilo, que me desculpe Marcos Caruso, o autor da peça. Por diversas vezes tive vergonha dos atores em cena, que não são ruins, mas imensamente prejudicados pela história pobre e infantilóide. O programa Sai de Baixo já esgotou a fórmula há muitos anos, vamos virar a página e partir para outra.

O estrago só não foi maior porque, graças à Deus, sou estudante e pago meia. Teria ficado deprimido se tivesse desembolsado R$ 40,00 para ver aquela besteira. A verdade é que depois de Terça Insana o humor nunca mais será o mesmo.


A empregada não foi a única torturada.